Por Manu Souza
O setor de cerâmica vermelha brasileiro é movido por histórias de resiliência, evolução tecnológica e forte base familiar. Um dos grandes exemplos desse dinamismo está localizado na Região Sul do Brasil, a Cerâmica Lorenzetti. Fundada oficialmente em 1º de novembro de 1980, a empresa nasceu do espírito empreendedor de Antônio Lorenzetti, que adquiriu uma antiga estrutura cerâmica para plantar as sementes de um negócio próspero.
Hoje, quase 46 anos depois, a empresa mantém viva a sua essência familiar, mas com os olhos totalmente voltados para a modernidade. A gestão é compartilhada pelos proprietários Doli e Iracilda Lorenzetti, ao lado dos filhos Abel, Bruno e Clara. Juntos, eles lideram uma equipe de 100 colaboradores diretos e comandam um complexo fabril que se tornou referência em automação no país.
Dividida em duas unidades no mesmo endereço, a Cerâmica Lorenzetti impressiona pelos números. A Fábrica 01 possui capacidade produtiva de 350 toneladas por dia. No entanto, o grande salto tecnológico da empresa consolida-se com a operação da Fábrica 02, uma estrutura que adiciona mais 600 toneladas diárias à capacidade total da empresa.
O grande diferencial da unidade está no emprego de tecnologia europeia de última geração. O parque fabril conta com um setor de secagem de biomassa e um impressionante sistema de automação italiana composto por cinco robôs. A joia da coroa da Fábrica 02 é o seu forno túnel de 4,6 metros de largura, integrado a um secador túnel de vagonetas com ciclo ultrarrápido de secagem de apenas 5 horas.

Tanta tecnologia resulta em uma eficiência operacional visível, já que a Fábrica 02 consegue operar com apenas quatro funcionários por turno. “Buscamos continuamente melhorias. Sempre há algo que podemos aprimorar para nos tornarmos mais eficientes e entregarmos produtos melhores”, explica o diretor Abel Colatto Lorenzetti.
Especializada na fabricação de blocos de vedação de diversos modelos e detentora do selo de qualidade no Programa Setorial da Qualidade (PSQ) nas medidas 09x14x24, 11,5x19x29 e 14x19x29, a Lorenzetti atende o exigente mercado de construtoras e grandes lojas de materiais de construção nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Embora o foco atual seja o mercado do Sul do país, a empresa carrega em seu histórico a experiência de já ter exportado para o Paraguai.
Para Abel, integrar o rol das cerâmicas que possuem o selo em todo o Brasil é um pilar estratégico e uma responsabilidade inegociável. “O PSQ é importantíssimo para demonstrar ao mercado nosso compromisso com a garantia da qualidade dos nossos produtos. É um diferencial crucial, pois é crescente o número de construtoras que exigem o certificado dos blocos em suas obras”, afirma.
Esse cuidado pelo padrão elevado é trabalhado de forma ampla na cerâmica, englobando desde a análise rigorosa das matérias-primas no laboratório até a expedição do produto acabado.


Além do impacto econômico – a Lorenzetti figura entre as maiores empresas do seu município sede, gerando emprego, renda e mantendo uma forte sinergia com as administrações públicas municipal e estadual -, a indústria se destaca pelas práticas de responsabilidade social e ambiental.
A matriz energética da cerâmica é limpa, utilizando exclusivamente serragem de madeira (biomassa) oriunda de descartes de serrarias da própria região. No campo da mineração, a recuperação ambiental das áreas de extração de argila segue um modelo exemplar. Quando as jazidas são esgotadas, o solo é recuperado com material orgânico. Como as áreas de extração são originalmente agrícolas, o processo garante que o terreno retorne com segurança e fertilidade para os produtores locais retomarem o plantio.
No âmbito social, a empresa mantém uma sólida cultura de apoio e contribuições a entidades da comunidade local, além de investir na valorização e no suporte contínuo aos seus colaboradores diante de desafios pessoais ou profissionais.

Para a empresa, o grande norte do mercado atual vai além de vender blocos, trata-se de oferecer soluções para os desafios da engenharia moderna. “Nosso grande desafio para permanecermos competitivos no mercado é possibilitar obras mais eficientes, tanto do ponto de vista térmico quanto acústico, além de desenvolver produtos que otimizem e reduzam a necessidade de mão de obra diretamente no canteiro de obras”, conclui Abel.
A Cerâmica Lorenzetti é a tradição familiar unida à tecnologia de ponta para construir o futuro da alvenaria estrutural e de vedação no Brasil. E você pode ver tudo isso, na Visita Técnica do 52º Encontro Nacional, no dia 07 de agosto.
Abel Lorenzetti contou quais serão os destaques imperdíveis na visita à fábrica. “A extrusora 650, o secador semirrápido com ciclo de secagem de 8 horas, o forno túnel de 4,6 metros de largura e capacidade produtiva superior a 600 ton/dia”. E completou: “Estamos ansiosos para receber nossos colgas ceramistas. Acreditamos que tanto a feira quanto as visitas sejam proveitosas e esperamos receber todos da melhor forma possível”.
Inscreva-se e participe do 52º Encontro Nacional: www.anicer.com.br/e52inscricao

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